Documentário Chegança 40 Anos de Migração
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Today: 23.Jul.2017
EQUIPE DO CHEGANÇA É ENTREVISTADA PELO JORNAL “A TERRA”
12.Nov.2013

Jornal  “A Terra” de  Tenente Portela entrevista equipe do documentário - Chegança

Documentário conta a história de migrantes sulistas que contribuíram na construção de MT

Por: Patricia Xavier
Fonte: Da redação


Foto de Reprodução

O documentário "Chegança - 40 anos de migração em Mato Grosso" conta a história dos migrantes sulistas que contribuíram com o desenvolvimento do Estado. O projeto surgiu através de um diálogo entre os idealizadores, os jornalistas Cosme Heiner e Arlindo Teixeira Junior e a produtora Lis Andréa Deriz, sobre a importância de registrar a memória do povo mato-grossense.

No documentário é possível ver as características dos principais movimentos migratórios e a configuração socioeconômica de Mato Grosso. Aborda também a relação dos povos mato-grossenses com os “chegantes” e a luta para a construção de novos povoados. Além de fazer uma breve recapitulada dos governantes do estado neste período.

A produtora Liz Deriz relata que o documentário conta a história da migração no estado por meio de um recorte que se inicia na década de 70 e se encerra em 2010, ou seja, 40 anos de migração em Mato Grosso. Liz conta que se observou que o processo migratório surgiu sobretudo no sul do país. "A primeira iniciativa destes povos foi de sair do Rio Grande do Sul, por uma questão de escassez de terra, e se deslocar para o oeste do Paraná, a partir daí há uma pressão para que estes povos sigam rumo ao oeste do Brasil, que é o destino preferencial de Mato Grosso", ressaltou a produtora.

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Deriz explica que os 52 minutos do documentário foram divididos em três grandes movimentos de ocupação destes migrantes, com relatos de pessoas que vivenciaram este processo. A equipe de produção esteve in loco registrando  entrevistas de "chegantes", desde a região leste de Mato Grosso, que se inicia na cidade de Barra do Garças e se estende até Canarana, Água Boa, passando pela BR-163, trecho que canalizou a vinda dos migrantes do Sul, nas cidades de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso e Sinop, encerrando na rota oeste, que abre em Sapezal, Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra, retornando para Cuiabá.

"Três grandes ciclos registramos no filme porque Mato Grosso como um todo vem sendo ocupado. O critério que nós usamos foram as maiores ‘levas’ dos processos de colonização. Foram esses processos que determinaram o que nós chamamos de rota, rota leste, rota 163 e rota oeste".

O longa metragem levou três anos para ser concluído. Com mais de mil horas de gravação, entre imagens e arquivos. Cosme Heiner conta que a partir deste longa uma série será produzida. "O longa instiga as pessoas a querer ver mais. Em 52 minutos não se conta uma história completa. Então a ideia é que o projeto vire uma série de três capítulos", ressalta Heiner.

Incentivo

O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura e contou com o apoio da Fundação André Maggi e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar/MT. 

O Grupo André Maggi trabalha com o apoio cultural através da Lei Rouanet, que apoia a iniciativa privada a investir no setor cultural. Através desta lei de incentivo, o Grupo seleciona o projeto que irá apoiar. Segundo a Diretora de Sustentabilidade do Fundação, Juliana Lopes, a prioridade na seleção dos projetos são os da região. "Apesar de recebermos muitos projetos de São Paulo, Rio de Janeiro, a gente dá prioridade a projetos que contam a história e falam da cultura da região, esta é forma da gente trabalhar, valorizando a cultura de Mato Grosso", diz Juliana.